Apesar de os animais de companhia serem cada vez mais tratados como membros da família, apenas 15% dos tutores em Portugal têm seguro de saúde animal, embora cerca de 40% revelem intenção de aderir no futuro. A diferença entre intenção e adesão reflete, sobretudo, a perceção de custo, o desconhecimento sobre o funcionamento dos seguros e a falta de soluções ajustadas às necessidades reais das famílias.
O acesso à saúde animal continua a ser maioritariamente reativo, centrado em situações de urgência, em vez de uma abordagem preventiva e contínua. No entanto, observa-se maior abertura ao seguro entre tutores urbanos, mulheres e faixas etárias mais jovens, segmentos que valorizam previsibilidade financeira e acompanhamento ao longo da vida do animal.
Os dados indicam ainda que a existência de seguro está associada a comportamentos mais preventivos, como visitas regulares ao veterinário, reforçando o papel do seguro de saúde animal como uma ferramenta de planeamento, tranquilidade e proteção para toda a família.


